Há alguns anos atrás, o jornal impresso era um dos veículos de comunicação mais procurados pela população, além de ser o que mais tinha credibilidade perante a mesma.
Nele, as matérias jornalísticas sempre foram bem explicadas, com muito embasamento e muita pesquisa por parte dos jornalistas, a população sempre ficou bem a par dos acontecimentos. Mas hoje só isso não basta.
Ao argumentar com uma colega, a pedagoga Maria Dias, 26, sobre esse tema ela disse:
“ Esperar 24h para ler uma notícia tornou-se ridículo!”
A rapidez da notícia, a interatividade, o mundo de informações apenas com um click, se encaixam perfeitamente na correria que todo ser humano vive hoje. Profissionalmente, muitos não poderiam esperar o jornal impresso para saber as noticias da hora, seriam demitidos. E assim são milhões de exemplos.
É fato que o jornal on-line, por ter a característica de ser atual e instantâneo, perde na qualidade das matérias, as notícias normalmente não vêm completas, vão sendo atualizadas aos poucos. O tempo de pesquisa desses jornalistas é muito pouco, o que faz com as matérias ( na maioria das vezes ) sejam superficiais e sem credibilidade.
Quem lê jornal impresso gosta e normalmente não abre mão dele, mas todos concordam que para que ele não sucumba, a mudança deve ser feita e já.
Segue abaixo, um trecho de uma entrevista postada no Observatório da Imprensa que fortifica nossa reflexão:
Une presse sans Gutenberg, de Jean-François Fogel e Bruno Patiño, lançado em Paris constata que a mídia impressa necessita de uma refundação para responder ao desafio da era da internet, responsável por um jornalismo descentralizado, interativo, aberto e inovador.
"Internet é a mídia onipresente, imaterial. Sua audiência, em vias de rápido crescimento, atinge a dimensão da Terra inteira, mas as massas são disseminadas. Ela é uma mídia sem massa, instantânea, a rede onde cada um se locomove rápido demais, para ser testemunha, ainda que furtiva, de sua própria solidão."
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